Estácio anuncia demissão em massa após vigorar nova lei trabalhista

Estácio anuncia demissão em massa após vigorar nova lei trabalhista

Quase um mês após a entrada em vigor das novas regras trabalhistas, o grupo de ensino superior Estácio comunicou na última terça-feira (05) a demissão de 1.200 professores. A instituição possui hoje cerca de 10 mil docentes.

Novos profissionais serão recontratados para substitui-los sob o modelo trabalhista renovado. A empresa diz que lançou “um cadastro reserva de docentes para atender possíveis demandas nos próximos semestres, de acordo com as evoluções curriculares.

Segundo o colunista do O Globo, Lauro Jardim, a Estácio dedidiu demitir 1,2 mil professores de forma a já se valer dos novos parâmetros permitidos pela reforma trabalhista para contratações.

A Estácio informou que vai criar um “cadastro de reserva” de professores para “atender possíveis demandas”, mas nega que as pessoas que foram demitidas serão recontratadas em novo esquema de trabalho.

De acordo com nota da assessoria de imprensa da companhia, “todos os profissionais que vierem a integrar o quadro da Estácio serão contratados pelo regime CLT, conforme é padrão no grupo”.

A Estácio informa empregar hoje cerca de 10 mil docentes em instituições em 23 estados e no Distrito Federal. Ou seja, as demissões podem representar um corte de 10% do quadro de professores.

Nova Lei Trabalhista

A nova lei trabalhista formalizou o trabalho intermitente, permitindo que as empresas criem um banco de funcionários que podem ser acionados quando houver demanda. O pagamento é proporcional ao tempo dedicado. “A reorganização tem como objetivo manter a sustentabilidade da instituição e foi realizada dentro dos princípios do órgão regulatório”, diz o comunicado da empresa.

Segundo alguns professores, a demissão em massa não havia sido sinalizada e surpreendeu a todos. Questionada pela reportagem, a empresa não informou que critérios usará para selecionar o novos professores que cobrirão o rombo. A nova CLT determina um intervalo de 18 meses para que os mesmos profissionais sejam recontratados pelo regime intermitente.

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